sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Fantasia ou realidade... a praia

Estávamos deitados na mesma toalha a apanhar banhos de sol, o céu estava limpo, a temperatura abrasadora convidava a um passeio mais fresco pela praia. Olhamos-nos no fundo dos olhos um do outro, de seguida olhamos o mar... levantaste-te, e estendeste-me a mão, aceitei o convite. Deixaste a t-shirt em cima toalha, ficando apenas vestido com os calções justos e curtos, de cor preta. Descemos junto à beirinha do mar, onde se fazia sentir uma leve brisa húmida que se colava em nossos rostos, refrescando do calor que se fazia sentir. O pareo esvoaçava ligeiramente, ora mostrando o meu bikini, imitação pele de cobra, azul mesclado de cinza, ora ocultando as minhas longas pernas torneadas, já levemente morenas. Caminhamos de mãos dadas durante algum tempo, trocando poucas palavras, olhando o mar, cruzando o olhar tantas vezes quantas me perdia nele... deixamos a praia agitada e povoada, para ficarmos só nós envoltos pela areia e o som do mar... e de repente, largas-me a mão, e corres a dar um mergulho, quando voltas à superfície, fazes-me sinal para ir ter contigo, fiquei indecisa, mas decidi não ir, fiquei apenas a admirar-te, e depois de algumas braçadas e mergulhos, voltaste a terra, o teu olhar maroto, trazia a intenção de me molhar... recuei uns passos, mas não fui suficientemente rápida, e num ápice estava nos teus braços... encurralada, molhada... colada a ti, e saboreando o gosto do mar na tua boca, num beijo profundo, molhado, longo... estavas gelado da água, mas ao mesmo tempo o teu corpo exala um calor que vinha de dentro. Fiquei molhada, desapertas-te o nó do pareo que caiu a meus pés sobre a areia. Puxaste-me pela mão e entramos no mar até a água nos chegar à cintura... olhos nos olhos, as nossas bocas voltaram a unir-se durante longos minutos, a tua língua explorava cada canto da minha boca, deliciando-se em pequenas lambidas com a minha, um entrelace profundo e longo... enquanto as tuas mãos agarravam-me pelo rabo, para junto desse teu peito macio, moreno, que me aconchegava num abraço forte... o desejo já não fazia cerimónias dentro dos teus calções, nem nos bicos dos meus seios, ardíamos... querias-me, estava escrito no teu olhar devorador, nas tuas mãos atrevidas, na tua boca que teimava em não largar a minha, e baixinho sussurrei: - quero-te! Enroscados um no outro, saímos lentamente do mar e deitamos-nos onde as ondas beijavam a areia... ficamos longos minutos em caricias no rosto um do outro, olhos nos olhos, beijos no pescoço, nos lóbulos da orelha, provocando arrepios pela espinha acima de ambos, incendiando a crescente vontade que tínhamos de nos devorar um ao outro, de nos entregarmos por completo ali mesmo, banhados pelo rendilhado da espuma do mar. A minha boca foi descendo lentamente, numa volúpia sôfrega, partindo da boca, onde se encontrava estacionada, passando pelo pescoço, lambendo a orla do queixo, subindo ao lóbulo da orelha, onde penetrava com a língua, descendo novamente pelo pescoço, avançando aos mamilos que se arrepiaram de imediato ao contacto da minha língua atrevida. E fui descendo, descendo... lambendo, e deixando um rasto de saliva por o todo o caminho percorrido, sentindo-te cada vez mais ansioso pelo que sabias que te esperava... e em poucos minutos, os calções deixavam de cobrir o que desejava lamber, engolir vezes sem conta, num movimento ascendente e descendente, fazendo círculos com a língua na ponta do membro erecto que tão bem conhecia e gostava, lambendo para cima e para baixo, percorrendo cada milímetro, engolindo sofregamente, enquanto as mãos se ocupavam das vizinhas bolas, que apalpavam carinhosamente...continuando e aumentando o ritmo com que te apalpava, e engolia o mastro duro... para cima, para baixo, para cima, para baixo... sentia a tua respiração cada vez mais ofegante... fechavas os olhos, mordias os lábios, tentando aguentar o maior tempo possível... a mistura da tortura de não te vires e o prazer que sentias pela forma como te comia deixava-te à beira da loucura... gemias baixinho, quase inaudível, e sentia-te pulsar de tesão na minha boca... o momento da explosão aproximava-se rapidamente, à mesma velocidade com que continuava a engolir-te lambuzadamente... não aguentavas mais, gemias, e tirei a minha boca no exacto momento em que te fiz vir contra o meu rosto e peito, misturando o gosto do leite quente com o sabor salgado do teu corpo...

12 comentários:

Confidencias de um casal disse...

olá

para uns é fantasia, para outros já foi realidade..:)

parabéns pelo teu cantinho

beijos

JOSE JUAN disse...

Bela e fortes palavras nesta noite...Beijos!

desejos-e-prazeres disse...

Tou indeciso, pois costumam acontecer destas coisas hehehehehehe, mas se for uma fantasia està muito realista, bisous

Fogo disse...

Humm... não posso ler estes textos :) aguçam a minha imaginação... a tesão cresce...

Vulcano disse...

Para ser perfeito, a meu gosto, seria algo mais limpo. :)
Deixar-te-ia beber todo o sumo, todo o meu nectar... olhando o fundo o mar a enrolar na areia...
Uma imagem bem bonita, não haja dúvidas!
Não sei é se tu gostas do final que idealizo!

Beijos

Me disse...

Confidencias de um casal,
Sejam bem vindos!

Antes de mais obrigado pelo elogio ao meu recanto!


Quanto a fantasia ou realidade, cabe a cada um sentir o que é para si...




Beijos

Me disse...

Jose Juan,
Esta e todas as noites...




Beijos

Me disse...

desejos e prazeres,
Cada um sabe se o que descrevo pode ser encaixado na sua realidade ou fantasia...





Beijos

Me disse...

Fogo,
Pois acredito que sim... escrevo devido ao excesso dela... (imaginação!)



Beijo

Me disse...

Vulcano,
Pois...
Cada um come do que gosta...
eheheheheh


E pronto ficamos a saber como acabaria o meu conto na ponta dos teus dedos...





Beijos

Vulcano disse...

Se calhar não... Depende do dia, da hora, da temperatura, do vento, do local, do...
Sou como o tempo e como a lua... vou mudando, pois variar faz parte!

Me disse...

Vulcano,
Afinal em que ficamos?!...
É o meu ou o teu final!?...


Variar é bom...






Beijos